Tudo sobre Rosés. Avaliação de 108 rótulos do mercado brasileiro

Texto: Gustavo Guagliardi Pacheco

 

Introdução

Nos países de grande tradição vinícola, o vinho rosé é uma das bebidas mais consumidas no verão e há uma série de razões pra isso.

A sedução começa pelo formato de suas garrafas, em especial a de alguns produtores da Provence. A transparência de tais frascos permite que sejamos atraídos também pelas cores, em tons rosados que variam de um tênue laranja salmonado ao pink, passando por uma ampla gama de matizes. Muito convidativos, delicados e despretensiosos, agradáveis e frescos e, finalmente, baratos, em geral não ultrapassam a faixa dos 8 a 10 euros ou dos 15 dólares lá fora.

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Garrafas de rosé, atração à parte

Uma condição básica para que um rosé prospere, se tratando de gosto do consumidor, é o frescor. Esta característica é obtida pela acidez, que nestes vinhos deve estar sempre algo acentuada, conferindo vivacidade e proporcionando uma experiência prazerosa e, nos melhores casos, até, provocativa! Além da marcada acidez, outra característica dos rosados é a quase completa ausência de taninos – a despeito de advindos de castas tintas. Todos esses atributos só fazem enaltecer a sua proposta; a de se beber leve e despretensiosamente, mas sempre com muita elegância.

Na cantina, rosés se diferenciam bastante dos demais vinhos, constituindo um capítulo à parte na enologia. Atualmente, a técnica mais empregada é aquela resultante de um menor contato do sumo da fruta com a sua casca – a mescla de vinho tinto e branco, outrora bem difundida, encontra-se em franco desuso. Há ainda uma outra diferenciação importante que trata da qualidade do mosto utilizado para a confecção do vinho; enquanto alguns produtores já colhem as uvas e fermentam objetivando exclusivamente a feitura de um rosé, outros se utilizam do “subproduto da reprensa”, aproveitando-se do sobrenadante do mosto fermentado dos tintos para tal, é a chamada “sangria”.

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Rosés do Novo Mundo costumam se apresentar em tons mais fechados do que os do Velho Mundo, sobretudo os Provence, que possuem cor notadamente mais clara, descritivo este consagrado como pele ou casca de cebola. Parecem, muitos daqueles, comprometidos com a exuberância, focados na fruta vermelha, enquanto boa parte dos franceses se expressam mais florais e contidos.

 

Por toda a parte

A Provence, ícone do savoir-vivre campestre francês, é, além de pioneira, a mais pródiga região na elaboração dos charmosos rosados, mas já há, mundo afora, bons produtores realizando a proeza de expressar seus lugares através de bons e charmosos rosés, inclusive por aqui!

Não poderíamos deixar de mencionar regiões historicamente ligadas à produção dos rosados. Tavel, no Sud-Rhône, é talvez a única apelação do planeta voltada exclusivamente para tal, enquanto que a afamada Bordeaux deve muito do seu prestígio atual ao seu histórico claret, espécie de tinto pouco extraído que dominava as ações por ser muito apreciado pelos mercados ingleses entre os séculos de XII e XV.

Além disso, há ainda alguns emergentes de respeito, como a espanhola Navarra, a portuguesa Vinho Verde e a italiana Montepulciano, que vêm demonstrando verdadeira vocação, nos entregando, cada vez mais, ótimos exemplares de suas terras.

No que se refere às castas, poderíamos citar o corte clássico de cepas autóctones do sul da França com Cinsault, Carignan, Grenache, Syrah e Mourvèdre, como sendo uma referência “de enciclopédia”. No entanto, é grande a diversidade com que produtores de todo o mundo os tem elaborado, sendo interessante notar a grande tendência atual de empregar castas consagradas localmente para tintos como meio caminho para o sucesso.

Assim, só para citar alguns casos, encontramos ótimos exemplares da Toscana baseados em Sangiovese, do Douro nas suas habituais Tintas e Tourigas, da Austrália na Shiraz, tal qual espanhóis feitos de Tempranillo, argentinos de Malbec, brasileiros de Merlot, entre outros, o que de certa forma, faz destes vinhos, produtos razoavelmente representativos de suas origens.

 

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Versáteis, rosés surpreendem à mesa, sendo notável a sua ampla capacidade de harmonização com diversos tipos de gastronomia, do rústico ao exótico. Os de mais estrutura, vão bem com terrines, ratatouille, vegetais salteados, paellas, guisados e ensopados. Se tratando dos mais delicados, podem ser apreciados “solo” ou ao lado de queijos leves, como mozarela de búfala, minas, chèvres e bries, sendo ótimos pares também para sushis, sashimis e toda sorte de pescados e mariscos de elaboração simplificada. São, além de tudo, capazes de harmonizar momentos, alegrando brunchs festivos, passeios românticos, refeições ao ar livre e os mais belos pôr-do-sol.

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Rosé e picnic: combinação perfeita

Beber um bom rosé exige alguns cuidados na sua escolha. Os jovens são os melhores, principalmente se estivermos diante de menos de 5 anos da data indicada da colheita. O perfil do enófilo deve ser levado em conta e podemos associá-lo a origem desses vinhos. Regiões mais frias ainda que nem tão clássicas para tal, como o Palatinado alemão, o Piemonte, o Loire e até mesmo no caso do Brasil, a Altitude Catarinense são fontes de exemplares delicados e de bom frescor. Por outro lado, o Alentejo, o sul da Itália, a Austrália e a Campanha Gaúcha, tendem a trazer uma fruta mais presente associada à maior estrutura.

Falando de serviço, entre as taças mais apropriadas, citamos aquela tipo Riesling como a de nossa preferência para a apreciação, sendo vital que a temperatura esteja entre 8º a 11º C, o que enaltecerá as características destes vinhos, garantindo a experiência!

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taças para vinhos brancos leves funcionam melhor do que as para tintos no caso de rosés

Panorama atual do mercado de rosés no Brasil

Alinhado à tendência mundial, o consumo de rosés cresceu na última década, demonstrando um incremento ainda maior nos últimos 5 anos.

Este movimento tem sido fomentado por um aumento constante da produção, tanto pela indústria nacional, quanto de fora, sendo notória uma maior oferta destes rótulos na gama das vinícolas e no portifoglio de lojas e importadoras.

Alguns acreditam que possamos estar na iminência de um verdadeiro “boom” na demanda destes vinhos, que pouco a pouco, vem conquistando o público pelo seu perfil descomplicado e ótima relação preço/prazer.

 

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O Painel

Realizamos um painel amplo, focado na diversidade de origens, castas e perfis de mais de 100 rótulos de 15 países diferentes disponíveis no mercado brasileiro, tendo como critério de admissibilidade o espectro de safras de 2013 a 2017 e a faixa abaixo de R$ 100,00 – preços aferidos em Novembro de 2017 .

Todos os vinhos foram avaliados às cegas entre os dias 04 e 08 de Dezembro pelos mesmos 9 provadores, com enquadramento na escala de 70 a 100 pontos, totalizando 108 rótulos testados. Entre uma confirmação e outra, revelaram-se algumas gratas surpresas e, ao final, uma certeza: quando o assunto é rosé, vence a elegância.

Nota: em paralelo, no dia 07 de Dezembro, uma prova de 10 dos vinhos do painel técnico foi aberta ao público em evento que marcou o lançamento da coleção de verão da joalheira e artista plástica Anna Vivacqua.

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Sud-France, berço (e escola) dos melhores rosés

Destaques

O sul da França, em especial Côtes de Provence, segue como referência-mor no assunto, inspirando a expressão de enólogos e a busca de consumidores. Em nossa prova não foi diferente; ainda que alguns de seus maiores ícones encontrem-se na faixa acima dos R$ 100,00, a primazia da apelação francesa seria mantida, com 4 rótulos entre os 10 primeiros colocados – e 8 entre os 20 – destaque para o tradicional Château de Berne, que conquistou  o topo com o seu “second vin”, o Romance 2016, e o 17º lugar com o seu Espirit de Méditerranée 2016.

Não bastasse, ficou evidente também uma grande influência provençal em muitas das outras bem pontuadas amostras, como foi o caso dos portugueses Teresa Laureano e Covela e dos chilenos Lapostolle Rosé e Montes Cherub Syrah, todos fiéis aquele estilo, tendo em comum notas florais em meio à fruta vermelha sem exageros, em um palato seco, leve e refinado.

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O aussie Whistling Duck, um dos destaques da prova

Tivemos também algumas bem sucedidas concessões ao estilo, como o australiano Whistling Duck (KMM importadora) que, não bastasse o 2º lugar geral, pelo belo foco na fruta e pela sua intensidade, obteve pontuação na casa dos 90 pontos, algo raro para um rosé! Pieno Sud, da Puglia, em 7º, e Domaine Paul Mas Claude Val, do Languedoc, em 9º, foram os outros 2 “top 10” que também se destacaram dentro da proposta de mais exuberância e estrutura.

 

Rosés brasileiros se destacam

Vale salientar a expressiva participação dos brasileiros, com a estupenda 4ª posição geral do Villaggio Bassetti Rosé, de São Joaquim-SC, certamente um dos mais subtis e refinados vinhos em prova; e a 14ª posição do sedutor Vinhetica Rosé, da Campanha Gaúcha – único rótulo abaixo de R$ 50,00 a figurar entre os top 20 e que assim, pode ser considerado o grande “best buy” da lista

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Bassetti e Vinhetica: entre os melhores rosés do mercado

Além destes, mais 6 brazucas em prova também estiveram muito bem. Outros 2 catarinenses, Suzin Rosé 2016 e Pericó Taipa Rosé 2017, emplacaram respectivamente o 26º e o 27º posto, a versão rosada do Pizzato Fausto Merlot, Vale dos Vinhedos-RS ficou em 29º e o missioneiro Malgarim Rosé 2016, de São Borja, em 32º, sendo também o 3º na categoria abaixo de R$ 50,00, totalizando 6, de um total de 8 representantes nacionais no terço superior de qualidade aferida – o bom mineiro Maria Maria Claudia 2016 e o gauchesco Routhier & Darricarrère Marie Gabie 2014 anotaram o 49º e o 54º lugares, assegurando-se na metade de cima do total dos rótulos – nada mal!

O trabalho final pode ser considerado um bom “raio X” daquilo que de melhor temos disponível no mercado brasileiro, servindo como base para trade e consumidores. Segue a lista em ordenamento decrescente, baseado na média geral das pontuações. Os preços atribuídos em seguida, são valores aproximados, podendo diferir ao longo do tempo e mediante as outras variáveis que os regem.

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Rosés no mercado brasileiro de vinhos < R$ 100.00:

1º: Château de Berne Romance, Côtes de Provence 2016, França: 90,92 – Grand Cru, R$ 99,00

2º: Westend State Calabria Wines Whistling Duck Rosé 2016, Riverina, Austrália: 90,68 – KMM, R$ 78,00

3º: Château des Sarrins 2015, Côtes de Provence, França: 90,42 – Club du Taste Vin, R$ 98,00

4º: Villaggio Bassetti Rosé 2016, São Joaquim, Brasil: 89,96 – Villaggio Bassetti, R$ 77,00

5º: Château Lafoux Rosé 2015, Coteaux Valois en Provence, França: 89,87 – World Wine, R$ 99,00

6º: Teresa Laureano Rosé 2014, Alentejo, Portugal: 89,75 – Adega Alentejana, R$ 80,00

7º: Pieno Sud Rosato 2015, Puglia, Itália: 89,67 – Berkamnn, R$ 57,00

8º: Lapostolle La Rosé 2016, Valle de Colchagua, Chile: 89,65 – Mistral, R$ 97,03

9º: Domaine Paul Mas Claude Val, Languedoc-Rousillon 2016, França: 89,59 – Decanter, R$ 65,50

10º: Manon 2017, Côtes de Provence, França: 89,48 – Casa Flora, R$ 69,90

11º: Otazu Rosado 2013, Navarra, Espanha: 89,44 – Vinci, R$ 88,89

12º: Covela Rosé 2015, Vinho Verde, Portugal: 89,37 – Winebrands, R$ 80,00

13º: Serbal Malbec Rosé 2016, Valle de Uco, Argentina: 89,32 – World Wine, R$ 77,00

14º: Vinhetica Rosé 2016, Campanha Gaúcha, Brasil: 89,25 – Vinhetica, R$ 49,00***

15º: Aimé Roquesante Rosé 2016, Côtes de Provence, França: 89,21 – World Wine, R$ 98,00

16º: Montes Cherub Syrah Rosé 2017, Valle de Colchagua, Chile: 89,12 – Mistral, R$ 91,43

17º: Château de Berne Espirit de Méditerranée 2016, Provence, França: 89,08 – Grand Cru, R$ 69,00

18º: Riccitelli The Apple Doesn´t Fall Far From The Tree, Vistalba, Argentina: 89,06 – Winebrands, R$ 89,85

19º: Garzón Estate Pinot Noir Rosé 2017, Maldonado, Uruguai: 89,04 – World Wine, R$ 64,00

20º: Minuty Prestige Rosé 2016, Provence, França: 89,00 – Premium Drinks, R$ 95,00

21º: Château Correnson 2016, Tavel, França: 88,84 – Club du Taste Vin, R$ 93,00

22º: Domaine de Gournier 2016, Cévennes, França: 88,68 – Club du Taste Vin, R$ 43,00***

23º: Montcharme Grande Réserve Rosé 2015, Languedoc, França: 88,50 – World Wine, R$ 73,00

24º: Rosé de l´Hortus 2016, Languedoc, França: 88,35 – De la Croix, R$ 77,00

25º: 7 Cascine 2016, Piemonte, Itália: 88,28 – Zona Sul, R$ 67,50

26º: Suzin Rosé 2016, São Joaquim, Brasil: 88,07 – Vinum Rio, R$ 75,00

27º: Pericó Taipa Rosé 2017, São Joaquim, Brasil: 87,82 – Cave Nacional, R$ 89,00

28º: Château de Beaubois Expressión Rosé 2016, Côtes du Rhone, França: 87,72 – De la Croix, R$ 62,00

29º: Pizzato Fausto Merlot Rosé Marie Gabie 2014: 87,59 – Cave Nacional, R$ 55,00

30º: Manz Rosé 2013, Lisboa, Portugal: 87,40 – Lusitanus, R$ 87,00

31º: Château Sainte Marie Clairet 2015, Bordeaux, França: 87,20 – Vinci, R$ 78,29

32º: Malgarim Rosé 2016, São Borja-RS, Brasil: 87,12 – Malgarim, R$ 44,90***

33º: L´Ostal Cazes Rosé 2016, Languedoc, França: 87,10 – wine.com.br, R$ 69,00

34º: Granbeau Syrah Grande Réserve Rosé 2016, Languedoc, França: 87,03 – World Wine, R$ 78,00

35º: Feudo Maccari Rosato 2016, Sicilia, Itália: 87,00 – Grand Cru, R$ 75,00

36º: La Vie en Rosé du Château Landereau 2014, Bordeaux, França: 86,77 – wine.com.br, R$ 69,00

37º: Defesa do Esporão Rosé 2015, Alentejo, Portugal: 86,59 – Qualimpor, R$ 69,00

38º: Pigmentum Cahors Malbec Rosé 2016, França: 86,48 – Vinci, R$ 85,19

39º: Le Palombier Comté Tolosan Rosé 2016, Cahors, França: 86,38 – World Wine, R$ 62,16

40º: Clarendele Rosé 2016, Bordeaux, França: 86,32 – World Wine, R$ 88,00

41º: Progreso Reserva Syrah Rosado 2014, Canelones, Uruguai: 86,25 – Vinci, R$ 72,03

42º: Delas Fréres Saint Espirit Rosé 2014, Côtes du Rhône, França: 86,24 – Grand Cru, R$ 99,00

43º: Condes de Barcelos Rosé, Vinho Verde, Portugal 2016: 86,13 – Adega Alentejana, R$ 65,00

44º: Cortes de Cima Rosé 2015, Alentejo, Portugal: 86,10 – Adega Alentejana, R$ 72,00

45º: Beni di Batasiolo Rosato 2016, Piemonte, Itália: 86,05 – wine.com.br, R$ 75,00

Atlantic View Merlot Rosé 2017, Durbanville Hills, África do Sul: 86,05 – wine.com.br – R$ 72,00

Van Zellars Rosé 2014, Douro: 86,05 – Grand Cru, R$ 99,00

48º: Heinz Pfaffmann Portuguieser Rosé 2013, Pfalz, Alemanha: 85,79 – Weinkeller, R$ 99,00

49º: Maria Maria Rosé Claudia 2016: 85,70 – Cave Nacional, R$ 98,00

50º: Domaine Saint Ser Cuvée de l´Oratoire 2015, Côtes de Provence, França: 85,56 – Chez France, R$ 69,00

Protos Rosé 2016, Ribera del Duero, Espanha: 85,56 – Península, R$ 82,00

52º: Marqués de Aldaz Rosado 2015, Navarra, Espanha: 85,47 – Vinci, R$ 45,72***

53º: Mariana Rosé 2015, Alentejo, Portugal: 85,35 – World Wine, R$ 72,00

54º: Routhier & Darricarrère Marie Gabie 2014, Campanha Gaúcha, Brasil: 85,26 – Cave Nacional, R$ 55,00

55º: Fattoria di Basciano Rosato di Toscana IGT 2016: 85,15 – Decanter, R$ 78,00

56º: Andeluna 1300 Rosé Malbec 2016, Tupungato, Argentina: 85,09 – World Wine, R$ 63,00

57º: Calyptra Vivendo Reserve Rosé 2016, Valle de Cachapoal, Chile: 84,89 – wine.com.br, R$ 68,00

58º: La Valentina Montepulciano d´Abruzzo Cerasuolo 2013, Itália: 84,76 – Vinci, R$ 72,03

59º: Michel Lynch Rosé 2016, Bordeaux, França: 84,55 – wine.com.br – R$ 74,00

60º: Château Demazel 2016, Bordeaux, França: 84,34 – Carrefour, R$ 49,00***

61º: Frei João Rosado 2015, Bairrada, Portugal: 84,26 – Vinci, R$ 74,00

62º: Gérard Bertrand Gris Blanc Rosé 2016, Languedoc, França: 84,16 – wine.com.br

63º: Gayda Rosé 2013, Languedoc-Rousillon, França: 84,01 – Vinci, R$ 62,16

64º: Kaiken Reserva Rosé 2016, Luján de Cuyo, Argentina: 83,73 – Vinci, R$ 65,45

65º: Baron Philippe de Rothschild La Bélière Rosé, Bordeaux, França: 83,58 – wine.com.br, R$ 80,00

66º: Leyda Rosé Reserva 2016, Valle de Leyda, Chile: 83,34 – Grand Cru, R$ 69,00

67º: Domaine Lafond Cuvée KR Tavel AOC 2015, França: 83,19 – Evino, R$ 44,90

68º: Domínio del Plata Malbec Rosé 2016, Valle de Uco, Argentina: 83,09 – wine.com.br, R$ 77,00

69º: Urmeneta Rosé 2017, Valle Central, Chile: 82,89 – wine.com.br, R$ 29,25***

70º: Pinho Real Rosé 2016, Vinho Verde, Portugal: 82,86 – Zona Sul, R$ 29,97***

71º: La Mulonnière Rosé d´Anjou 2013, Loire, França: 82,61 – Vinci, R$ 63,84

72º: Heredad Ducel Rosé 2014, Castilla, Espanha: 82,44 – Evino, R$ 39,00***

73º: Amalia dos Fincas Malbec Rosé, Valle de Uco, Argentina: 82,33 – wine.com.br, R$ 65,00

74º: Boutari Rosé Sec 2013, Macedônia, Grécia: 82,20 – Vinci, R$ 78,06

75º: Domaine des Gillières Rosé 2016, Val de Loire, França: 81,58 – Zona Sul, R$ 45,00***

76º: Masseria Trajone Epicuro Rosato 2014, Puglia, Itália: 81,09 – Vinci, R$ 72,03

77º: Tapada do Fidalgo Rosé 2016, Alentejo, Portugal: 80,67 – Adega Alentejana, R$ 61,30

78º: Vega del Castillo Rosado 2016, Navarra, Espanha: 80,46 – Vinci, R$ 56,61

79º: Quinta da Alorna Rosé 2016, Tejo, Portugal: 80,42 – Adega Alentejana, R$ 56,60

80º: Altosur Malbec Rosé 2015, Tupungato, Argentina: 80,28 – World Wine, R$ 62,00

81º: Fortant Littoral Grenache Rosé 2016, Languedoc, França: 80,11 – wine.com.br, R$ 58,00

82º: Borsao Rosé Selección 2014, Campo de Borja, Espanha: 80,08 – World Wine, R$ 76,00

Despagne Éclat Rosé 2013, Bordeaux, França: 80,08 – Decanter, R$ 45,45***

84º: Kissing Rosé 2015, Valle del Italta, Chile: 79,42 – World Wine, R$ 68,00

85º: Piccini Memoro Rosato 2015, Montepulciano, Itália: 79,27 – Vinci, R$ 91,76

Carpineto Dogajolo Rosato 2016, Toscana, Itália: 79,27 – wine.com.br, R$ 65,00

Apice Syrah Rosé 2016, Valle Central, Chile: 79,27 – Vinci, R$ 52,30

88º: JP Azeitão Syrah Rosé 2015, Península de Setúbal, Portugal: 79,20 – Portus, R$ 44,00***

89º: Cune Rosado 2013, Rioja, Espanha: 79,18 – Vinci, R$ 62,39

90º: Fantini Montepulciano d´Abruzzo Cerasuolo 2013, Itália: 78,64 – World Wine, R$ 80,00

91º: Terras de Xisto Rosé 2016, Alentejo, Portugal: 78,51 – Adega Alentejana, R$ 46,00***

92º: Hecht & Bannier Languedoc AOC Rosé 2013, França: 78,49 – Vinci, R$ 55,93

93º: Partridge Reserva Malbec Rosé 2016, Agrelo, Argentina: 78,33 – wine.com.br, R$ 55,00

94º: Finca La Daniela Malbec Rosé 2015, Luján de Cuyo, Argentina: 78,26 – wine.com.br, R$ 58,00

95º: Piccini Vito Syrah Rosé 2015, Toscana, Itália: 78,22 – Vinci, R$ 46,53***

96º: Bobal de Sanjuan Rosé 2016, Utiel Requena, Espanha: 78,11 – wine.com.br, R$ 31,20***

Portillo Rosé 2014, Luján de Cuyo, Argentina: 78,11 – Zahil, R$ 86,00

98º: Villa Garrel 2016, Côtes de Provence: 78,08 – Zona Sul, R$ 49,90***

99º: Robert Mondavi Woodbridge White Zinfandel Rosé 2016: 78,01 – Carrefour, R$ 49,99***

EA Rosé 2015, Alentejo, Portugal: 78.01 – Adega Alentejana, R$ 55,30

101º: Piscine Rosé 2016, Multiregional, Sudoeste França: 77,79 – Divinho, R$ 95,00

102º: Canepa Novíssimo Rosé 2016, Valle Central, Chile: 77,69 – wine.com.br, R$ 20,91***

103º: Nederburg Rosé 2017, Western Cape, África do Sul: 77,54 – Casa Flora, R$ 42,00***

104º: Casal Branco Terra de Lobos 2015, Tejo, Portugal: 76,55 – Grand Cru, R$ 59,00

105º: Paris Street Pinot Noir Rosé 2016, Dealu Mare, Romênia: 76,41 – Evino: R$ 49,00***

106º: Romeo Rosé 2016, Jumilla, Espanha: 76,22 – Grand Cru, R$ 59,00

107º: Round Hill Rosé 2015, Rutherford, USA: 75,56 – Zona Sul, R$ 45,00***

108º: Two Oceans Shiraz Rosé 2016, Western Cape, África do Sul: 75,18 – Pão de Açúcar, R$ 48,00***

 

*** vinhos abaixo de R$ 50,00, total de 22 rótulos.

 

Considerações sobre a listagem

Para fins esquemáticos, podemos agrupar os vinhos testados em 4 níveis distintos.

No primeiro, que conta com os rótulos até algo em torno da posição de número 25, estão aqueles que, mesmo com a limitante da faixa de preço, podem ser considerados, em grande parte, o que de melhor podemos encontrar nas nossa prateleiras, todos eles rosés de grande classe, muitos deles desfilando certa complexidade.

Logo a seguir, encontramos um segundo segmento entre o 26º e 60º posto. Ali, vinhos ainda bem equilibrados e acima da média, conseguem expressar muito bem a essência do vinho rosé, respeitando as suas origens e performando bem a tipicidade de suas castas.

Uma terceira turma, composta pelos títulos compreendidos do 61º ao 89º lugares dispõe de vinhos não virtuosos, mas sem grandes descompassos e por isso, capazes de proporcionar prazer em um contexto despretensioso.

Finalmente, a partir da 90ª posição, o quarto e último agrupamento. Neste, todos eles com alguma mácula, seja esta pela falta ou pelo excesso, quer seja uma parca acidez ou  taninos a mais, a percepção de álcool ou a ausência da fruta, configurando graus variáveis de desequilíbrio.

Apenas os vinhos aprovados foram classificados e incluídos na lista. Fora desta, uma amostra defeituosa e outra, acima da faixa dos R$ 100,00. Foram, ambas, excluídas da relação final.

 

Número de vinhos em prova por país e região:

França: 34 (Provence: 11; Languedoc-Rousillon: 9; Bordeaux: 6; Loire: 2; Tavel: 2; Cahors: 2; Rhône: 2);

Portugal: 16 (Alentejo: 7, Vinho Verde: 3; Tejo: 2; Bairrada: 1; Douro: 1; Lisboa: 1; Península de Setúbal: 1);

Itália: 12 (Toscana: 4; Montepulciano: 3; Piemonte: 2; Puglia: 2; Sicilia: 1);

Argentina: 11 (Valle de Uco: 4; Luján de Cuyo: 3; Tupungato: 2; Agrelo: 1; Vistalba: 1);

Espanha: 9 (Navarra: 3; Campo de Borja: 1; Castilla: 1; Jumilla: 1; Ribera del Duero: 1; Rioja: 1; Utiel Requena: 1);

Brasil: 8 (São Joaquim, Vinhos de Altitude-SC: 3; Campanha Gaúcha: 2; Sul de Minas, Colheita de Inverno: 1; Vale dos VInhedos: 1; Terroir Missioneiro: 1);

Chile: 7 (Valle Central genérico: 3; Cachapoal: 1; Colchagua: 1; Leyda: 1; Valle de Italta: 1);

África do Sul: 3 (Western Cape: 2; Durbanville Hills: 1);

Estados Unidos: 2 (Napa Valley: 1; Rutherford: 1);

Uruguai: 2 (Canelones: 1; Maldonado: 1);

Alemanha: 1 (Pflaz: 1);

Austrália: 1 (Riverina: 1);

Grécia: 1 (Macedônia: 1);

Romênia: 1 (Dealu Mare: 1);

Rose-Wines-2

Agradecimentos:

Città América Centro de Eventos

Anna Vivacqua Joalheria-Café

Graça´s Torradas

Queijaria Rancho dos Sonhos

 

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Um comentário sobre “Tudo sobre Rosés. Avaliação de 108 rótulos do mercado brasileiro

  1. Boa tarde.
    Gostaria de conhecer se possível a totalidade dos vinhos degustados e eventualmente não publicados na listagem.

    Todos os Vinhos do mercado brasileiro foram degustados?

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